Eu freqüento o BAILÃO.
Que foi? Vai encarar?
Se um dia eu lhe disser pessoalmente que gosto de ir ao Bailão, responda tudo, menos: "Eu achei divertido...". Diga o que quiser: que é brega, que o DJ é tosco, que só vai gente feia, que odeia pagode e axé, diga até que prefere o Vermont Itaim. É compreensível. Ou então faça como eu e assuma que A-DO-ROU. Mas nunca tente me enganar fazendo arzinho blasé antes de dizer "É divertido...". Só um insensível ficaria indiferente ao Bailão.
Para os desinformados é difícil descrever o lugar. Mas visitando o site (www.abcbailao.com.br), versão flash e com som, que é mais "Divertida...", dá pra ter uma idéia do que vem pela frente. Se contar mais vou estragar a sua surpresa.
Em São Paulo ricos e pobres sempre se cruzam, mas jamais se encontram. Nenhuma novidade. Em São Paulo o mundo gay são muitos guetos dentro de um gueto, que não se bicam e só se cruzam em dia de Parada Gay. Já foi dito. Mas se você quer ver essas regras todas irem pro beleléu, vá domingo à noite no Bailão.
Se a Rua da Consolação e a Vieira de Carvalho cruzassem, lá estaria o Bailão, bem na esquina. Quase em frente à "Ultra", a poucos metros do Queens, três quadras do Ritz, encostado no Vermont Bear.
Quer ver Biba Jardins em momento passista? Quer ver Biba ZL arrasar no arrasta-pé? Vá. Quer ver velhão de 60 colando em garotão de 20? No Bailão tem. Dê cinco minutos ou bem menos que isso e olhe de novo. Sim, eles estão se beijando. Em mais cinco minutos, talvez já tenham ido embora juntos. Mas o melhor de tudo mesmo é se jogar na pista e fazer o que quase todo mundo faz por lá: dançar como se ninguém estivesse olhando. Sim, quem vai ao Bailão ainda sai na noite pra se divertir.
Gosto tanto do Bailão que já virei habitué. E tem outros lugares que eu acho "Divertidos...". O D-Edge, por exemplo. Quando vou a pista é ótima, mas as 'modernas' são apenas "Divertidas...". Polegares pra cima em sinal de ok, braços dobrados junto do corpo, dançando sempre bem durinho. Ainda não descobri se é tendência ou é o medo de desmontar o cabelinho Surface* com movimentos mais espontâneos. Divertido...
Tá bom, tem uma coisa que eu não gosto no Bailão. Segundo um DJ conhecido meu, o problema é que, pra colocar uma nova música na programação ou tirar outra, é necessário primeiro reunir todo o Conselho Jedi. É por isso que se passam anos-luz e nada muda, toda noite você vai ter que dançar a Ragatanga e a Cher (OK, essa só os iniciados entenderão). O que falta mesmo é uma programação musical à altura de um público tão seleto, como no Trash80's (www.trash80s.com.br). Mas nem por isso consigo deixar de ir.
Bueno. Se nada disso te convenceu a arriscar pelo menos uma passadinha, saiba que a cerveja é barata, a paquera rola solta e no próximo domingo a gente pode se encontrar por lá. Mas se nem isso for o bastante, digite Control+W ou clique no X no lá topo à direita dessa janelinha. :-)

3 Comments:
Não sei chongas de francês. Nem vou revisar. Se escrevi Blasé ou Habitué errado, me corrijam, sivuplê.
12:24 AM
Vc esqueceu uma coisa suuuuperhiperimportante: no Bailão, quando vc quer ir ao banheiro, vc pode ir tranquilamente que as pessoas vão ao banheiro pra ir ao banheiro, ou seja, um xixizinho rápido ou no máximo aquela olhadinha por sobre os ombros pra conferir o "material" alheio. Rola xixizinho, rola paquerinha, rola olhares curiosos & gulosos - mas não rola drogaditos!!!!
Nunca fui contra as drogas, mas que droga, no banheiro elas são mesmo um saco, uma sacanagem com a aflição alheia.
E lugar de cheirar ou trepar é em casa, no motel, no escurinho do cinema, e não no banheiro de boate :-))))
bjs procê :-)
5:20 PM
Os djs lá são ótimos e sempre tocam a música que você pedir com jeito: ontem rolou até Cazuza, a pedidos do Rô!
E, para mim, não tem noitada melhor que o Bailão.
1:45 AM
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