Fast Food
A Montanha Mágica, Thomas Mann, 800 páginas, branco da cor da estante. À sua esquerda, S,M,L,XL, prata quase reluzente, letras garrafais cor de laranja, o dobro da espessura. À direita, Cages, Dave Mckean - Dave Mckean é impossível não reparar. Com toda sua discrição, o Thomas Mann de lombada branca e letras cinza-claro é que chama a minha atenção. Um pouco mais recuado dos outros dois, espiando-me pelas frestas do submarino miniatura que fica bem à sua frente. Chego perto, penso em flertá-lo, talvez tirá-lo detrás do submarino, ler algumas de suas páginas, as cinco primeiras apenas. E depois deixá-lo quieto. Chego mesmo a tocá-lo, para somente nos apresentarmos, pois sei que dificilmente conseguirei ir adiante.
Na correria de todos os dias, tem coisas que não me permito fazer, preferindo durante meses aceitar com naturalidade a ausência de um projeto pessoal gratificante paralelo ao trabalho. Como a leitura de um grande livro. E assim vou acumulando junto à cama Bravos, Cartas Capitais, Ralf Koenigs (www.ralfkoenig.de), National Geographics, Surfaces, Norman Fosters, Milos Manaras, Guias Turísticos. Ou outras leituras bem piores...

4 Comments:
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8:19 PM
Boa!
Comer pelas bordas é comigo mesmo!
Farei minha iniciação a Thomas Mann
pelas lombadas mais estreitas.
Acho que é Kröger mesmo.
Kruegger, só conheço o Fred.
:-)))
8:22 PM
Que livro, que nada! Tudo culpa da cachaça. E de uma pessoa muito interessante que tem freqüentado meu Messenger nos fins de noite... :-)
9:12 PM
Que livro, que nada! É tudo culpa da cachaça. E de uma pessoa muito interessante que tem freqüentado meu Messenger nos fins de noite. :-)
12:33 AM
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