domingo, julho 18, 2004

4 em 1


Miranda é a eterna dona do campinho, tem a bacurinha em chamas mas dificilmente demonstra estar interessada por alguém. Continua tratando xavecos e outras possibilidades de relacionamento com a mesma distância e frieza com que trata de negócios. Ignora, despreza, não troca telefones e, quando troca, nem sempre telefona. Não faz disto um jogo, simplesmente não sabe ou ainda não aprendeu a fazer diferente. A não ser quando a dose certa de álcool ou de consciência lhe dá o empurrão necessário para revelar com mais clareza seus sentimentos. Nesses momentos, sua vida pode dar uma virada.
 
Samantha reaparece sextas à noite ou quando recebe telefonemas inesperados. 41% dos telefones na agenda do seu celular resultaram das suas aventuras – outro dia ela se deu ao trabalho de contá-los só para descobrir o percentual de putaria existente nas suas relações sociais. Ela sabe que essa vida pode não levá-la a lugar algum. Desconfia também que a felicidade que persegue não passa exatamente por aí, mas ainda crê, ao mesmo tempo, que boas surpresas podem acontecer pelo caminho. Como já aconteceram em outras vezes.
 
Charlotte, que andava ausente há um bom tempo, voltou para abrandar o fogo de Samantha. Contrariada com as excessivas aventuras e as atitudes impensadas da amiga, imaginou que nove dias de retiro espiritual num spa poderiam ser uma boa idéia neste momento. Perto dos livros, da natureza e de gente sem graça obcecada por outra coisa além do sexo. Tenta fazer algo concreto para deixar Sam longe do álcool, da internet, do celular e da noite na grande cidade. Mas nem ela própria crê que isso irá funcionar.

Carrie, enquanto Mr. Big não entra na sua vida, ainda sofre um pouco com a própria solidão. Aproveita a noite fria de domingo para sentar em frente ao computador e escrever bobagens para a sua coluna*.
 
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*E enquanto as três primeiras se digladiam sem chegar a um consenso, a quarta vai devagarinho entrando em cena e tomando conta do pedaço. Tem lá suas inconstâncias, mas também não está tão obcecada por isso ou por aquilo. Prefere não se mostrar assim tão segura de si e sabe esperar (um pouco mais) para ter aquilo que deseja.




4 Comments:

Blogger D*b* said...

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1:45 PM

 
Anonymous Anônimo said...

Caralho!!! Tua descrição da Samantha é a descrição que faço de mim mesmo! Idêntica! Até na porcentagem! (oops... acho que isso não é muito bom)

4:47 PM

 
Anonymous Anônimo said...

Cacete.. sempre esqueço de assinar aqui. Esse último comment foi meu.
(Rique AVMK?)

4:47 PM

 
Blogger D*b* said...

Pois é Luis, o Dr. Jeckyl (pelo menos no início da história) ainda controlava tudo com a tal da poção. Para D*b*, resta administrar essas 4 vagabas que habitam o seu ser e acreditar que não vai ficar louco com isso – já chegou perto. Mas pelo menos conseguiu deixar a puta da Samantha de molho em casa sábado e domingo à noite. Não é nada, mas já é um começo... hehehe. Mas é tudo efeito da solteirice. Quando as coisas mudam, elas mudam pra valer. Talvez seja essa poção do Dr. Jeckyl aqui...

GCB, seu blógui é desde já o campeão nota déish no Quesito Bofescândalo. Pô, aquele cara molhadão no sofazinho é sacanagem...

Rique, agora tou descobrindo para que servem blóguis. Para sacar, por exemplo, que existem outras Samanthas por aí e que elas podem ser normais, ainda que sejam vadias. Sua confissão diminui um tantinho assim minha culpa, a coisa da porcentagem tava me incomodando há um tempo, mas agora eu já mandei a Charlotte pastar. Agradicido. :-)

5:32 PM

 

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