Bipolar II
É, meu amigo E., mais uma vez fui desafiado a usar aquele poder ao qual você se referia - e que tantas vezes usei da maneira mais cruel sem perceber. Já tentei me fazer entender por atos e palavras e tento tocar minha vida como se tudo estivesse resolvido, como para mim está. Mas permanece a infelicidade dos encontros inesperados, reais ou virtuais. Como permanecem e permanecerão as infinitas diferenças entre esses dois mundos, o extremo norte que supõe conhecer o sul como a si próprio, o extremo sul que não deseja entender o Norte.
Pois ontem à noite, fui novamente chamado pra batalha, empunhei a faca que trago na bota, ensaiei uma investida. Mas dei o tempo necessário para entender que, desta vez, precisava recuar. E felizmente recuei. Se ora esse poder não pode ser usado para o bem, num outro momento será. E vai ser bom. Agora estou pronto: engulo os desabafos e as maledicências porque sei que chorar é necessário. Guardo minha faca e deixo que digam, que pensem, que falem.
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Engraçado, acabo de ler a mesma estrofe da mesma música de Caetano que ontem não saía da minha cabeça. As 'coincidências' continuam a me perseguir...

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