5 lições do D*b* para Viver um Amor à Distância
1) Vale a pena?
Não é nada confortável amar à distância. O investimento de ambos na relação é maior do que o usual em muitos sentidos e não há jeito de não se perguntar, ainda que muito de vez em quando: o quanto a gente se ama? A própria distância cria esse filtro, essa medida, pois os encontros semanais precisam valer mais do que o hiato entre eles. Só assim, vale a pena passar 5 noites seguidas com o outro travesseiro vazio. Só assim, você consegue ver tantos caras disponíveis por aí e saber que nenhum deles, em nenhum momento, pode ser melhor do que o seu.
2) A saudade tempera a relação. Mas pode alterar o gosto dos alimentos.
Esqueça os casais que passam o tempo inteiro juntos e precisam criar conflitos pra apimentar a relação. Aqui, o principal tempero é a saudade. Cada encontro de 2 dias funciona como um pequeno e fascinante recomeço e ninguém é bobo de perder esse tempo tão precioso com picuinhas. É impossível entediar-se com o outro quando você tem somente 48 horas para curti-lo ao máximo. Mas, normalmente, só no convívio mais prolongado vocês conseguem deixar transparecer os humores, as inseguranças e todo o lado ‘não encantado’ de cada um. E isso é absolutamente indispensável e saudável numa vida a dois. Portanto, um feriadão de 4 dias vale sempre mais que 2 fins-de-semana.
3) O problema não é a distância.
Cinco horas é o tempo para se atravessar o país de avião, o estado de busão, ou a cidade em dia de caos. Então, qual a diferença entre namorar um cara que mora em Brasília, Ribeirão ou Itaquera? Quanto mais você viaja, mais aprende a relativizar a distância e abstrair o tempo ‘perdido’ numa viagem. Daí, o que para os outros parece um sacrifício, para você torna-se uma banalidade. Além do mais, atrasos em aeroportos são sempre mais chiques do que em rodoviárias ou engarrafamentos. E também são excelentes oportunidades para terminar aquele livro que andava meio largado ou para encontrar algum conhecido por ali e aproveitar pra fazer uma network rápida. Portanto, o problema não é a distância. É o dinheiro.
4) Cumplicidade
“-D*b*, vou usar o computador... Você tá baixando alguma coisa?”
“-Tou. São os vídeos pornôs que eu vou usar durante a semana.”
“-Ah, bom.”
Adoro essa cumplicidade. Pra que fazer a pheena se ambos passam pelas mesmas inevitáveis carências?
5) Amigos
Quantos dos seus amigos desaparecem quando se casam? Ou melhor: quantos não desaparecem? Mas quando o parceiro está longe na maior parte dos dias, isso só acontece se você realmente quiser. Basta parar de fazer a workahólica depressiva e procurar os amigos durante a semana, que tudo se resolve – apesar da saudade, amar à distância não pode ser deprê. Quase nunca. E a melhor coisa para transformar os dias longe do outro em algo saudável, prazeroso e sustentável é aproveitar as happy hours com o povo do trabalho e ainda ligar pros amigos e tirá-los de casa pra jogar conversa fora nos dias e horários mais improváveis.

3 Comments:
Adorei! Achei muito engraçadinho!!!
1:26 AM
A distância cria filtro, a Saudade é um tempero, e o amor é como arroz data de fabricação e prazo de valiade...Adorei o texto.
11:43 AM
eu gostava muito do seu blog. se vc resolver ressuscitá-lo, ou mesmo começar outro blog, me avise para eu poder voltar a te acompanhar. um abraço !
6:44 PM
Postar um comentário
<< Home